O cotidiano do jornalista e seu iminente risco

Olá amigos a corrida do cotidiano nesses últimos dias tem me impedido de estar sempre postando matérias aqui no blog, mas sempre vejo os comentários e aproveito para agradecer as visitas diárias que recebo a essa singela página.

Gostaria de fazer umas considerações sobre essa nobre profissão. Aqueles que optam por engajar-se na atividade jornalística, seja em mídia impressa, televisa, radiofônica, via internet... enfim os vários meios de comunicação, o fazem por acreditarem no poder da informação como fórmula necessária para manutenção do pensamento crítico. Pensamento esse de extrema importância para formação de opiniões diferenciadas, que tornam a sociedade mais participativa em suas demandas. Embora, infelizmente saibam que estão sujeitos enfrentarem as várias situações de risco, conforme o relatório divulgado pela UNESCO, citado pelo amigo blogueiro Washington Luiz.

Boa reflexão e saiba que: “Eu to contigo”.
Um grande abraço a todos.

“O diretor-geral da UNESCO, Irina Bokova, sublinhou que apenas a vontade política dos Estados para levar à Justiça os assassinos de jornalistas e, assim, pôr fim à impunidade será, finalmente à melhor proteção para os profissionais de imprensa.” UNESCOPRESS

Defender uma idéia e lutar por um ideal é a utopia de milhares de jovens brasileiros que optam pela brilhante carreira jornalística. No entanto, nem tudo são flores e logo o sonho se confronta com uma realidade adversa e cruel. Nesse cenário aqueles comprometidos com a verdade arriscam suas vidas, mas não deixam apagar a memória histórica de uma nação através de um compromisso honrado onde muitos abrem mão do sucesso, mas não omitem a verdade.

O Juramento sempre externado com amor e fervor: Juro exercer a função de jornalista assumindo o compromisso com a verdade e a informação. Atuarei dentro dos princípios universais de justiça e democracia, garantindo principalmente o direito do cidadão à informação. Buscarei o aprimoramento das relações humanas e sociais, através da crítica e análise da sociedade, visando um futuro mais digno e mais Justo para todos os cidadãos brasileiros.

Hoje (25/03) coube-me a missão de fazer essa reportagem mostrando os dolorosos fatos reais de um estudo realizado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) denominado “Segurança dos Jornalista e Risco da Impunidade”.

A pesquisa tem dados de 2008 a 2009 e revela que 125 jornalistas foram assassinatos nesse período. O relatório de 2010 assinala que infelizmente, a freqüência de atos de violência contra jornalistas é cada vez maior. Na maioria dos casos, a impunidade impede o caminho da justiça, e se essa tendência prevalecer, os jornalistas continuarão a ser alvos fáceis. A maior parte dos crimes tem relação direta com o tráfico de droga, a violação de direitos humanos e a corrupção. O levantamento revela que as Filipinas foi o país com o maior número de mortes de jornalistas: 37.

E isto sim, infelizmente representa uma grave ameaça à liberdade de expressão e à nossa capacidade de buscar a verdade.

Créditos
Edição e comentários: Washington Luiz - Participação Especial: Gisele Borba - Apresentadora e repórter há 10 anos. Alexandre Tadeu - Jornalista e Apresentador do Programa Balanço Geral da Record em Campos dos Goytacazes.

4 comentários:

  1. Tadeu parabéns pelo post, realmente é a situação do profissional de imprensa é be complicada, nao somente no Brasil mas em todo o mundo.

    ResponderExcluir
  2. Que belo artigo Tadeu, mostra um lado real da profissão que os outros não tem coragem de mostrar...To contigo!

    ResponderExcluir
  3. Alexandre de muita qualidade esse artigo heim amigo, a falta de políticas publicas que amparem os profissionais da imprensa é bem clara nesse contexto

    ResponderExcluir